Mesmo com o decreto-lei Tajani — que restringe o reconhecimento da cidadania italiana apenas a filhos e netos — a demanda continua alta. Entre março e setembro de 2025, o Tribunal de Veneza recebeu 10.660 novas ações de cidadania, todas já sob as novas regras.
O tribunal acumula 31 mil processos pendentes, número muito superior ao de grandes cidades como Roma, Milão e Nápoles. A sobrecarga é tanta que 7 em cada 10 processos cíveis em Veneza tratam de cidadania por descendência.
Apesar de medidas como a taxa de €600 por requerente e a criação de uma força-tarefa com 22 juízes auxiliares, a fila não diminuiu. Municípios seguem pressionados para localizar registros centenários, e alguns já sofreram sanções judiciais por atrasos.
A Corte Constitucional julgará a validade da nova lei em março de 2026, decisão que poderá mudar o futuro do reconhecimento da cidadania italiana para milhões de descendentes.

